Foto Júnior Oliveira
Momento de ação da
polícia e do MP na prefeitura de Jaíba.
JAÍBA (por Júnior
Oliveira) – Na manhã desta quarta-feira, dia 18 de março, o GAECO (Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, iniciou uma
operação na cidade de Jaíba, aqui na região da Serra Geral, no Norte de Minas.
Os agentes do MP e da Polícia chegaram à prefeitura por
volta de 6h em cumprimento aos mandados de busca e apreensão expedidos pela
Justiça da Comarca de Manga, da qual Jaíba pertence. A decisão judicial,
assinada pelo Juiz Elizeu Silva Fonseca, determina também o afastamento de
agentes públicos (por enquanto o prefeito não é citado), entre eles,
secretários municipais e outros servidores públicos.
Os mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de
Manga citam ainda o cumprimento de condução coercitiva (quando o intimado elevado
para prestar esclarecimentos). A ação, denominada de "Operação Ração de Papagaio",
segundo o Ministério Público, tem como foco a identificação de uma possível
organização criminosa infiltrada na administração pública do município de
Jaíba.
Secretários
municipais, servidores públicos e prestadores de serviço estão sendo investigados.
Alguns deles estão sendo conduzidos para prestar depoimento.
MINISTÉRIO PÚBLICO APURA FRAUDES EM JAÍBA
JAÍBA (por Luís Cláudio Guedes) - Uma cena que vai se tornando desgraçadamente comum ao longo dos últimos anos: a cidade de Jaíba para novamente na manhã desta terça-feira (18) para acompanhar os movimentos do Ministério Público Estadual e do grupo de atuação especial de combate ao crime organizado (Gaeco) da Polícia Militar. A força-tarefa cumpre mandados judiciais para condução coercitiva (quando os suspeitos são ouvidos e liberados logo em seguida) contra pelo menos três secretários da atual administração, comandada pelo prefeito Enoch Campos (PDT).
Batizada de 'Ração de Papagaio', a operação foi autorizada pelo juiz titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Manga, Elizeu Silva Fonseca. Segundo o Ministério Público as investigações têm como foco identificar possível organização criminosa infiltrada na administração municipal em Jaíba, suspeita de ter desviado verbas destinadas a saúde e construção civil em pelo menos R$ 10 milhões. Secretários municipais, servidores públicos e prestadores de serviço são investigados por suspeitas de desvios de recursos públicos, alguns deles já foram conduzidos para prestar esclarecimentos sobre dados colhidos durante a investigação.
Segundo nota distribuída à imprensa agora há pouco pelo Ministério Público, os funcionários da Prefeitura de Jaíba tiveram que aguardar do lado de fora do prédio assim que chegavam para mais um dia de trabalho. “O grupamento militar chegou por volta das 6:00 horas da manhã no prédio da Prefeitura, e advertiu aos funcionários de que estariam impedidos de ter acesso as suas respectivas atividades. Os militares informaram que o local, seria preservado para o acesso dos agentes do Ministério Público, que estariam a caminho para cumprimentos de mandados”, informa o comunicado.
Ao todo, foram presos coercitivamente 18 pessoas. Notícias preliminares dão conta que o chefe do setor de compras do município, Mardem William, além do recém-nomeado secretário de Meio Ambiente, Marco Aurélio Amorim, o advogado Hudson Pena Arruda (secretário de Saúde) e o tesoureiro municipal, Rogério Guedes Aguiar, e uma servidora identificada apenas como Ana Paula, foram levados pela Polícia Militar para a sede do Ministério Público em Manga, onde prestam depoimento aos promotores públicos.
Há mandado de condução coercitiva também para pelo menos dois vereadores, Elias dos Santos Silva, o Elias do Açougue (PHS), e Fernando Lucas Fernandes (PSDB), suspeitos de colaboração com o suposto esquema de desvio de verba. A dupla não foi localizada pela Polícia Militar até o início da tarde de hoje.
"Manda aí minha ração de papagaio..."
O nome dado à operação faz referência ao código utilizado por um dos secretários municipais ao pedir o pagamento de propina a determinado fornecedor do município.
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**O ex-prefeito Wellington de Campos Lima, irmão do atual prefeito, e alguns servidores foram conduzidos para serem ouvidos em Janaúba, enquanto outros teriam sido encaminhados ao fórum de Manga.
***O detalhe é que o Ministério Público expõe os conduzidos e, no entanto, em nota à imprensa não divulga os nomes das pessoas encaminhadas para serem ouvidas.
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