FUNORTE FACULDADES DE JANAÚBA

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FUNORTE JANAÚBA... Somos referência... FUNORTE JANAÚBA (38)38213427 (38) 998776968 Endereço: rua Rodolfo Soares de Oliveira, 234, Vila São Vicente, Janaúba/MG.

EMÍLIO DOS ANJOS E O PRIMEIRO AMOR GORUTUBANO: FUTEBOL

Foto Arquivo

Em pé, da esquerda para a direita: Salvador Caíres, Sebastião, Tião Quati, Vicente, Wilson e Foguinho.
Agachados: Belizário, Zuza, Cangalha, Paulo Dentista e Emílio
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JANAÚBA (por Mateus Nascimento) – Os janaubenses são hospitaleiros, calorosos e, como bons brasileiros, são apaixonados por futebol. Mas o que poucas pessoas sabem é que o início desta paixão se deu por volta de 1946 com a chegada da ferrovia. Naquela época, Janaúba era um vilarejo chamado Gameleira, onde residiam descendentes de índios e quilombolas. Um lugar primitivo, isolado do mundo e escasso de opções de lazer. Diante dessa situação, os ferroviários se organizaram para criar um time de futebol local. Surgiu então o Gameleira Futebol Clube.
Sua primeira partida foi realizada na praça da Estação, hoje o centro da cidade. O jogo foi entre o Gameleira e o Barbosa Melo Scarpelli, ambos formados por ferroviários. Quem relembra e conta toda a história, com bastante saudosismo, é o ex-técnico e jogador do Gameleia, Emílio dos Anjos. “Vencemos por 3 a 2 numa partida disputadíssima”, fala emocionado, como se estivesse revivendo o momento.
O time do Gameleira era extremamente bom, aplicava dentro de campo os moldes do futebol arte, atraindo assim a atenção das pessoas que assistiam a partidas. Normalmente, os amistosos eram marcados contra times da região, como o Ateneu e o Cassimiro, ambos de Montes Claros. “Um caminhão, em estado precário, nos conduzia até o local das partidas”, diz Emílio. “Éramos movidos pela paixão, tudo bem diferente do futebol contemporâneo”, relembra.
Quando o Gameleira recebia algum adversário em seu território, a euforia tomava conta do vilarejo. Centenas de moradores se dirigiam para o campo da praça da Estação, cada qual com seu banquinho para poder acompanhar a partida com um certo conforto. Uma festa que era retribuída dentro de campo pelos jogadores com uma aula de habilidade, luta e muita competência.
TRANSFORMAÇÕES
O tempo foi passando até que o ano de 1948 a obra do prolongamento da linha de ferro que liga Montes Claros a Monte Azul foi concluída. Este fato acarretou grandes mudanças no vilarejo e, conseqüentemente, no time local. Gameleira cresceu e se emancipou, passando a se chamar Janaúba.
Acompanhando as transformações da cidade, o time adotou o mesmo nome do município e reorganizou sua estrutura. O elenco de jogadores, antes formado pelos ferroviários que só estavam na região a trabalho, agora era formado apenas por atletas residentes na cidade. “O Janaúba era bem organizado, tinha sede própria e era mantido por um grupo de sócios contribuintes, que realizavam constantes eleições para definir quais seriam os membros para compor a diretoria”, explica Emílio.
Nessa nova fase do time, o Janaúba passou a ter três modalidades: titular, segundo quadro e juvenil. Todas elas tinham um alto potencial de competitividade, chegando ao ponto de o segundo quadro ser tão forte quanto o time titular. Insatisfeitos com a condição de reservas, os jogadores Rômulo, José Augusto, Benjamim Martins de Oliveira e Nono se organizaram na criação de uma segunda equipe na cidade. A dissidência deu origem ao Independente.
O futebol janaubense tinha tudo para se tornar mais emocionante com a criação do novo time. Porém, aconteceu um fato que deixa Emílio descontente até mesmo ao lembrar: Nono, um dos organizadores do Independente, resolveu se aproveitar do glamour e da popularidade do esporte, fundindo interesses políticos e pessoais com a equipe. “Um fato lamentável que manchou a história do futebol gorutubano”, conta Emílio com ar de desgosto.
Devido a essa situação incômoda, um dos líderes do Independente, que era conhecido como Doutor Rômulo, impediu que amistosos entre Independente e Janaúba fossem realizados. Rômulo temia que a imagem do time com os seus admiradores ficassem ferida. Uma perda para a cidade que não pôde acompanhar mais os inesquecíveis duelos travados entre os times do Janaúba e Independente.
Após uma série de acontecimentos que desgastaram o futebol janaubense, o esporte acabou perdendo força na região, até que o ano de 1960, após 14 anos de história, a equipe de Janaúba foi extinta.
Daquele tempo, nomes como Nilton Beltrão, Jair Gonzaga, Pracinha e Emílio dos Anjos estão imortalizados na história do futebol regional, servindo como referência para os craques das gerações futuras.
NOTA DA REDAÇÃO: Publicada inicialmente em 2006, a reportagem acima é de autoria do estudante de Jornalismo Mateus Nascimento e editada pelo jornalista Oliveira Júnior.

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