FUNORTE FACULDADES DE JANAÚBA

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AGROPECUÁRIA

PESQUISA VAI AVALIAR LEITE NO NORTE DE MINAS

Levantamento terá R$ 108 mil do Banco do Nordeste para que fossem realizadas três pesquisas ligadas à pecuária na região

JANAÚBA (por Girleno Alencar) – A situação dos laticínios do Norte de Minas será pesquisada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), através do curso de Zootecnia, em Janaúba, com recursos repassados pelo Fundo de Desenvolvimento Científico (Fundeci) do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), permitindo fazer um diagnóstico sobre a situação da produção de leite na região.
O banco liberou R$ 108 mil para que fossem realizadas três pesquisas ligadas à pecuária na região: “Gestão da qualidade em laticínios no Norte de Minas”, “Avaliação de diferentes volumosos para produção e processamento de leite de vacas mestiças no Norte de Minas” e “Acúmulo de forragem e parâmetros morfofisiológicos de Pennesetum Purpureum Schum. cv. Pioneiro, submetido a duas frequências de desfolhação e duas alturas de resíduos pós-corte”.
Os pecuaristas do Norte de Minas comemoram a realização da pesquisa sobre laticínios, pois entendem que falta um estudo sobre a situação. A pecuária é uma das bases da economia do Norte de Minas, que chega a produzir 400 mil litros de leite por dia, mas, em épocas anteriores, a produção já chegou a 700 mil litros por dia.
A pesquisadora Luciana Albuquerque Caldeira Rocha, autora do projeto sobre a “Gestão da qualidade em laticínios no Norte de Minas” explica que sua meta é apontar medidas necessárias para melhorar a qualidade do leite produzido na região, lembrando que pesquisas anteriores abordaram apenas os aspectos físico-químicos do leite na área mineira da Sudene.
Ela assinala, por exemplo, que não se sabe a quantidade de laticínios existentes na região, principalmente após 2003, quando surgiu o programa Leite Pela Vida, que distribui, atualmente, 150 mil litros de leite para famílias carentes, impulsionando a pecuária leiteira. As pesquisas terão início em 2010 e deverão durar dois anos, ao fim dos quais os resultados serão encaminhados aos órgãos responsáveis pela fiscalização, como o IMA .
A zootecnista-pesquisadora lembra que, desde 1998, foi lançado o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite e mais recentemente saiu a Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, que estabelece padrões de qualidade e incentiva mudanças na pecuária leiteira. Luciana Albuquerque lembra que no Norte de Minas ainda é comum a produção e comercialização do leite sem critérios sanitários. “Na cidade de Janaúba, por exemplo, muita gente faz questão de comprar o leite vendido de porta em porta, em latões. Embora seja uma tradição passada de pai para filho, o consumidor desconhece as normas sanitárias que garantem um produto de qualidade para sua família, alerta a pesquisadora, lembrando que o sol forte e o calor na região apressam o processo de perda de qualidade do produto, que não passou pela pasteurização. Assim, em vez de adquirir um alimento nutritivo, o consumidor poderá levar para casa problemas digestivos”, explica.
A outra pesquisa abordará o tema “Avaliação de diferentes volumosos para produção e processamento de leite de vacas mestiças no Norte de Minas” é será desenvolvida pelo também zootecnista Vicente Ribeiro Rocha, da Unimontes, casado com a professora Luciana Albuquerque. Ele entende que uma pesquisa está ligada à outra, pois busca identificar a melhor opção de produzir o leite no Norte de Minas, avaliando alimentos que são dados às vacas como cana-de-açúcar, girassol, sorgo e capim Tanzânia. “Vamos testar estes quatro tipos de alimentos e verificar a influência de cada um na composição do leite e na produção do queijo frescal artesanal”, explica o pesquisador. Ele lembra que os pecuaristas do Norte de Minas já utilizam estes quatro tipos de volumosos na criação de bovinos. “Nossa pesquisa indicará quais são os resultados econômicos de cada alimento e ficará a disposição dos produtores rurais do Norte de Minas”, finaliza.
O presidente da Associação dos Criadores de Gado de Leite do Norte de Minas, Otaviano de Souza Pires Junior colocou a entidade à disposição dos pesquisadores, pois considera importante buscar a melhoria da qualidade do leite como forma de abrir novos mercados. Ele lembra que a região ainda não cumpre, de forma integral, a instrução normativa federal sobre as normas para se obter qualidade do leite. “A pesquisa deve focar a busca de mais qualidade.
O leite é um produto nobre, usado para alimentar as pessoas, e temos de mudar o comportamento de muitos criadores, que resistem às mudanças. A luta é conscientizá-los, pois o produto chega à mesa de milhares de famílias”, salienta o pecuarista, que é professor de reprodução bovina no Instituto de Ciências Agrária da Universidade Federal de Minas Gerais, em Montes Claros.
A pecuária leiteira atravessa fase difícil na região, com a produção caindo de 600 mil litros por dia para cerca de 400 mil litros. Para Otaviano, um dos problemas é o preço do leite, que melhorou um pouco a partir de 2003, com o programa Leite Pela Vida, passando de R$ 0,50 para R$ 0,60 o litro. Atualmente, o melhor preço é pago pelas usinas de leite é de R$ 0,67 para o criador que mantém uma produção estabilizada durante todo o ano, inclusive na seca.
Para o presidente da Cooperativa Agropecuária Regional de Montes Claros (Coopagro), Fabio Lafetá Rebello Filho, que montou o primeiro laticínio do Norte de Minas e ostenta uma experiência de 55 anos na atividade, a decisão de fazer uma pesquisa sobre a qualidade do leite é uma excelente ideia. “Toda empresa tem de buscar a qualidade de sua matéria-prima. Infelizmente, no Norte de Minas, ainda tem produtor rural distante da tecnologia. É claro que a questão do poder aquisitivo, da grande extensão territorial e da cultura dificulta o acesso à tecnologia, que precisa ser disseminada, e a pesquisa poderá ajudar ”, alerta.
O Norte de Minas tem 12 laticínios, além dos que atendem o programa Leite Pela Vida. Só a Coopagro recebe 50 mil litros/dia e produz mussarela e outros derivados.

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